Atualmente, o Náutico atravessa um período complicado na Série B, lidando com desafios significativos tanto no setor ofensivo quanto na defesa. O time tem encontrado dificuldades para finalizar as jogadas com eficácia e, ao mesmo tempo, tem apresentado falhas individuais e coletivas em sua retaguarda. No duelo contra o Juventude, a equipe conseguiu um resultado positivo ao não sofrer gols.
A equipe estava em uma série negativa de cinco partidas consecutivas sendo vazada, a mais longa da temporada até agora. Durante esse período, o Timbu foi penalizado por gols do Sport (2×0), Fortaleza (0x1), Novorizontino (2×2), Vila Nova (4×3) e Goiás (0x1).
Até o momento, em seus 16 confrontos na Série B, o Náutico não foi vazado apenas em quatro ocasiões: contra Ponte Preta (1×0), Athletic (1×0), América-MG (4×0) e Cuiabá (1×0). Essa situação resulta na oitava pior defesa da competição, juntamente com o Atlético-GO, totalizando 19 gols sofridos.
Foto: Rafael Vieira/Náutico
A última vez que o time terminou uma partida sem sofrer gols foi na vitória sobre o Cuiabá em 22 de maio. Desde então, a equipe acumulou uma sequência negativa que resultou em um declínio significativo na classificação da Série B, com 10 gols sofridos em cinco partidas, evidenciando problemas persistentes tanto no desempenho geral quanto na defesa do time.
Mudanças na defesa do Náutico refletem instabilidade
É evidente que o Náutico ainda busca estabelecer uma dupla defensiva confiável que possa executar de maneira eficaz a estratégia tática idealizada por Hélio e Guilherme dos Anjos. Igor Fernandes, que começou a temporada como zagueiro, teve que retornar à posição de lateral por necessidade. Betão, recém-chegado ao clube, teve que assumir a titularidade para tentar estabilizar a defesa e tem mostrado um desempenho razoável apesar das dificuldades.
No entanto, a maior preocupação continua sendo quem fará companhia a ele na zaga. Mateus Silva vinha conquistando espaço no time titular, mas suas falhas individuais geraram descontentamento entre os torcedores. O mesmo se aplica a Wanderson, cujas atuações também têm sido alvo de muitas críticas.
A instabilidade defensiva é evidente também nos laterais do time. O lado direito ainda carece de um encaixe eficaz para atender às exigências dos treinadores. Por outro lado, Igor Fernandes tem se destacado mais quando atua pelo lado esquerdo da defesa.
No embate contra o Juventude, mudanças foram implementadas na linha defensiva do Náutico devido à lesão de Betão. Wanderson foi escolhido para iniciar como titular ao lado do jovem Gustavo Henrique, que fez sua estreia como profissional. Outro atleta que se junta à equipe nessa posição é Índio.
Foto: Rafael Vieira/Náutico
Náutico procura reforços para fortalecer a linha defensiva
<pDiante dessa situação crítica, o clube reconhece a urgência de contratar novos jogadores para compor sua linha defensiva. Léo Índio, originalmente volante, foi anunciado como zagueiro pelo Náutico e deve atuar nessa nova função. Segundo Guilherme dos Anjos em coletiva à imprensa, ele pode desempenhar suas funções tanto pelo lado direito quanto pelo esquerdo da defesa.
A janela de transferências será crucial para que o Náutico identifique suas necessidades e faça aquisições estratégicas que ajudem a reverter essa fase negativa nos resultados. A janela excepcional estará aberta de 6 a 17 de julho para jogadores que atuam no Brasil. A segunda janela terá início em 20 de julho e se estenderá até 11 de setembro.
Acompanhe números e estatísticas sobre o futebol nordestino no Blog de Cassio Zirpoli
