Nesta quarta-feira (17), o Ceará divulgou uma nota oficial esclarecendo sua inclusão na lista de transfer ban da Fifa, que ocorre quando clubes são punidos por falta de pagamentos. O clube alvinegro afirma que a Fifa “aplicou indevidamente a sanção de impedimento de registro” relacionada ao pagamento do atleta Lucas Rian junto ao Matsumoto, do Japão.
O Ceará informou que já existe um acordo em vigor com os japoneses. Além disso, o Matsumoto já se manifestou à Fifa, comunicando que as obrigações financeiras foram cumpridas e solicitando a remoção das penalidades impostas.
A contratação de Lucas Rian pelo Vozão ocorreu inicialmente por meio de um empréstimo em 2024, sendo posteriormente efetivada na temporada seguinte por aproximadamente R$ 1,2 milhão, conforme a cotação daquela época. O contrato estabelecido tinha vigência até o final deste ano, com possibilidade de prorrogação por mais um ano.
No entanto, em março deste ano, houve rescisão contratual entre o clube e o jogador. Lucas seguiu para o São Bernardo em definitivo, enquanto o Ceará assegurou 40% dos direitos econômicos em caso de futura negociação. Durante sua passagem pelo Alvinegro, ele participou de 20 partidas, marcando um gol e contribuindo com duas assistências.
Foto: Gabriel Silva/Ceará SC
Declaração oficial do Ceará
No que tange ao transfer ban, o Ceará SC esclarece que há um entendimento firmado entre o clube e o Matsumoto (JAP) sobre os pagamentos finais referentes à compra do jogador Lucas Rian, um fato que não foi considerado pela comissão disciplinar da Fifa.
Dessa maneira, a sanção de impedimento de registro foi aplicada erroneamente. O Matsumoto, agindo de boa-fé, já protocola na Fifa um pedido informando que os pagamentos estão regularizados e requerendo a liberação das penalidades impostas ao Ceará SC.
A equipe jurídica do clube já entrou em contato com a Fifa visando acelerar a atualização para retirar o Ceará da lista de clubes impedidos de registrar novos atletas, expectativa que deve ser atendida em breve.
